Retórica Insensata
“Conhecerei a Verdade e a Verdade vos libertará.” – João 8:32
A principal importância do conhecimento da História advém do fato no qual seu total desconhecimento gera as condições ideais para que outros se apossem da narrativa na tentativa de dominação social das massas.
Há exemplos na literatura no qual se demonstra que os fatos podem ser alterados para construção de uma retórica, ainda que insensata, para consumo das massas. A História do Brasil é um exemplo clássico.
Não é raro que todos aqueles que professavam ideologias totalitária de esquerda, venham hoje, na maior desfaçatez possível, bradar que sua luta era pela Democracia. Jamais!
Não há uma menção sequer, nos vários programas, panfletos, escritos apreendidos que levem à mais simples dúvida quanto aos objetivos que almejavam.
De fato, na década de 60, mais precisamente nos fatos que culminaram em 1964, provam que um grupo estava disposto a alcançar o poder para implantação de uma revolução socialista/comunista. A esquerda estava preparando um verdadeiro levante, entende-se por isso como a mudança violenta dos fundamentos sociais.
Contra esse movimento, insurgiu-se a sociedade civil, sim! Foi essa sociedade civil organizada que repudiou de todas as formas aquilo que já estava se antevendo no horizonte: uma nova revolução cubana em solo brasileiro.
Portanto, as informações que são passadas na atualidade não condizem em com a verdade dos fatos. Os militares foram os últimos a aderir à situação que estava escancarado a olhos vistos.
Neste sentido, a luta armada que se seguiu aos fatos de março de 1964, foi uma clara tentativa de se estabelecer no Brasil as condições ideais que a ela já havia conquistado durante o governo de João Goulart.
Ao contrário dos fatos ocorridos em 1935 (Intentona Comunista), desta vez optou-se não por agentes adultos e bem treinados, mas por se corromper/influenciar estudantes manobráveis em um claro exemplo do marxismo cultural que já estava em andamento na Europa e nos Estados Unidos.
Em um salto para a atualidade, é espantoso a tentativa da esquerda de reescrever a História. Quem participou da luta armada possuía um objetivo claro: a implantação da ditadura do proletariado, com o consequente fuzilamento em massa de qualquer opositor, tal qual como houve em Cuba. Do outro lado, estavam os agentes do Estado para impedir que isso acontecesse. Eis a guerra daquele período!
O principal problema histórico foi que os militares, após vencer a guerra das armas, não se atentaram para vencer a guerra cultural, dos fatos e das versões. Isto porque por plano do General Golbery do Couto e Silva, a esquerda deveria ter um momento de escape o qual seria a liberdade para a doutrinação nas faculdades e nas universidades.
Dessa forma, durante toda as décadas de 1970, 1980, 1990 e até os dias atuais, há uma maciça intensificação nos meios acadêmicos e jornalísticos para a apresentação de fatos sob uma narrativa poética e falsa em relação ao que se deu o nome de Ditadura Militar. Um pleonasmo, porque até a ditadura de um civil só se faz com o auxílio das forças armadas. Vide exemplo a atual Venezuela.
Como ilustração, a imprensa noticiava fatos pela metade para toda a sociedade, enquanto as Forças Armadas rebatiam somente para o público interno.
Tal atitude deveu-se ao menosprezo dado à guerra trava no campo de batalha cultural. A guerra cultural é travada no debate, no embate, na tese, na antítese em todos os meios culturais possíveis. Aqueles que aderiram à luta armada, para implantação de um regime comunista, estão hoje transfigurados em defensores da democracia, vítimas da repressão, eternos coitados do sistema. Desta desleal idéia retirada de uma esterqueira serviu-se Fernando Henrique Cardoso (FHC), para rechear as contas correntes de seus companheiros por intermédio da Lei da Anistia. Não se pode olvidar que, segundo Saulo Ramos, no seu livro biográfico “O Código da Vida”, FHC tentou promover, constitucionalmente, Carlos Lamarca a General de Exército.
Ao confrontar a visão da esquerda de uma luta pela democracia, escancarando os episódios de justiçamento, que nada mais eram que assassinato a sangue-frio de seus companheiros integrantes da luta armada, Bolsonaro, como chefe do Executivo, expõe as vísceras que a esquerda escondeu com o auxílio luxuoso da “estratégia das tesouras”. Destarte, eis o motivo que tentam, novamente, retorcer as palavras ditas para que as mesmas sejam mensuradas como insensibilidade, zombaria e desrespeito à memória de um desaparecido. A verdade histórica está contida dentro de livros. A verdade histórica está contida na pesquisa histórica. A verdade histórica não está do lado de quem a usa para benefício próprio.
Um dia o Brasil, em sua imaturidade, crescerá em direção ao seu glorioso patamar que se avizinha.
Façamos nossa parte!

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